DA REDAÇÃO DO PORTAL GPN


O tatame não é apenas um lugar de combate; é uma sala de aula onde se forjam cidadãos. Em uma entrevista exclusiva ao Portal GPN, o professor Luis Alexandre de Oliveira — carinhosamente conhecido como Sen Sei Alexandre, da equipe Lion Team Jitsu — revelou como a “arte suave” transformou sua trajetória e como ele utiliza esse esporte para salvar vidas através do Projeto Calebi, na Igreja do Nazareno Rocha Eterno. Com 23 anos de dedicação ao esporte e ostentando a faixa preta 3º grau desde 2017, Alexandre é a prova viva de que o Jiu Jitsu é, acima de tudo, uma ferramenta de inteligência, inclusão e resiliência.
Alexandre também é professor em escola pública e universidade.
1. O “XADREZ DE SOLO” E A FILOSOFIA DO EQUILÍBRIO

Para o Sen Sei Alexandre, o Jiu Jitsu vai muito além da força física. Ele define a modalidade como o “Xadrez de Solo”, onde a estratégia e a inteligência prevalecem sobre a brutalidade.
- Inteligência e Estratégia: “É o fraco contra o forte. No Jiu Jitsu, usamos a alavanca e o pensamento lógico. É sobre saber onde colocar cada peça para vencer o desafio”, explica o professor, que é formado em Administração e licenciado em Educação Física.
- Formação de Cidadãos: O foco da Lion Team não é apenas formar lutadores de pódio, mas sim formar cidadãos. Através do respeito, do trabalho em equipe e da disciplina rígida da CBJJ (Confederação Brasileira de Jiu Jitsu), alunos de 6 anos de idade até adultos aprendem valores éticos que levam para a família e para a escola.
- O Portal GPN comenta: A pedagogia aplicada pelo Sen Sei Alexandre é um exemplo de como o esporte pode ser um braço direito da educação formal. Ao ensinar o jovem a controlar seu corpo e suas emoções no tatame, o projeto entrega à sociedade indivíduos mais calmos, focados e respeitosos.

2. SUPERAÇÃO: DA HÉRNIA DE DISCO AO CINTURÃO AOS 50 ANOS

A história pessoal de Alexandre é um roteiro de superação. Em 2002, ele enfrentou uma grave hérnia de disco. Em 2003, passou por cirurgias que poderiam ter limitado seus movimentos. No entanto, aos 29 anos, ele decidiu que o tatame seria seu lugar de cura.
- Trajetória de Glória: Natural de Birigui e praticante de Judô ainda criança, ele migrou para o Jiu Jitsu aos 29 anos e não parou mais. Recentemente, em 2022 e 2023, conquistou o cinturão de sua categoria. Hoje, aos 51 anos, coleciona troféus e medalhas, provando que o corpo é adaptável e a mente é soberana.
- Inclusão Total: “O Jiu Jitsu aceita todo mundo. Temos um trabalho forte de inclusão para pessoas com deficiência. O corpo se adapta à técnica”, afirma com orgulho.
3. DEFESA PESSOAL E O ALERTA PARA AS MULHERES
Pai de uma jovem de 18 anos, Alexandre faz um apelo especial ao público feminino. Ele defende que a aula de defesa pessoal deveria ser item básico na vida de toda mulher.
- Prevenção: “É melhor você saber e não precisar, do que precisar e não saber”, sentencia o professor. Ele destaca que, com o aumento de mulheres em cargos de liderança e maior exposição social, a autoconfiança gerada pelo Jiu Jitsu é vital.
- Foco e Oratória: Além do físico, o professor incentiva o desenvolvimento intelectual, como referências de foco e oratória para quem deseja crescer na vida executiva, inclusive é professor de oratória também.
O OLHAR DO GPN: AJUDA PARA O PROJETO HUMANITÁRIO
Atualmente, o projeto atende 50 pessoas em horários variados (terças e quintas vespertino/noturno, sextas matutino e sábados). Mas, para que esse “Leão de Judá” continue rugindo forte, o projeto precisa de apoio.
- Urgências: O espaço tornou-se pequeno para tanta demanda. O Sen Sei Alexandre aponta a necessidade de um local maior, mais dias de aula, banheiros adequados (masculino/feminino), vestiários, bebedouros, ventiladores e, principalmente, kimonos.
- Custo da Inclusão: Um kimono oficial (preto, azul ou branco) custa acima de R$ 200, um valor proibitivo para muitas famílias do projeto social.
O VEREDITO DO GPN: O trabalho de Luis Alexandre de Oliveira é o Jiu Jitsu em sua forma mais pura: humanitária
. Ele não apenas ensina a finalizar um oponente, mas ensina a finalizar a preguiça, o desrespeito e o desânimo. Empresas, indústrias e executivos de Marília e região deveriam olhar para a Lion Team Jitsu como um investimento no futuro social de nossa cidade. Apoiar esse projeto é garantir que mais 50, 100 ou 200 jovens se tornem “Leões” na ética e no caráter.
💬 REFLEXÃO GPN: “No tatame da vida, a maior vitória não é o braço erguido, mas a mão estendida para quem quer aprender a cair e levantar com honra.” Oss!
📌 GPN: Divulgando projetos que transformam suor em dignidade e esporte em cidadania.


